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AULA DE FÍSICA
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Do Planejamento à Avaliação
A segunda noção importante nesse contexto é o que se entende por con-
ceito. Para Vergnaud, um conceito é uma trinca indissolúvel e coordenada
entre as situações (S), as representações semióticas (R) e os invariantes ope-
ratórios (I). Iremos discutir esses três domínios ao longo deste livro, sobretu-
do no capítulo destinado ao planejamento de atividades didáticas. Mas é de
fundamental importância que se estabeleça, desde o princípio, que as situ-
ações dão sentido ao conceito, as representações semióticas são referentes
para o conceito, e nos invariantes operatórios repousa a operacionalidade
do conceito pois é nesse domínio que se encontram as formulações e as
regulações que permitem ao sujeito agir em situação.
Tendo estabelecido esses pontos, podemos, então, definir um campo con-
ceitual como um “
conjunto de conceitos e situações
”, cujo domínio se dá ao
longo de um extenso período de tempo e articula uma grande quantidade
de relações entre conceitos.
Na representação a seguir, o vértice superior refere-se ao domínio S, o vér-
tice da direita associa-se com o domínio R e o da esquerda refere-se aos
invariantes operatórios I.
FIGURA 01:
Domínios nos quais se pode analisar um conceito.
É possível perceber, no entanto, duas dimensões distintas nesse último do-
mínio. A primeira diz respeito à parte
em ação
dos conceitos e, por isso,
pode ser definida como a “Forma operatória dos conhecimentos”. A segun-
da, centrada em conhecimentos sistematizados, definições e padrões pode
ser entendida como a “Forma predicativa dos conhecimentos”.
As situações para as quais
a utilização do conceito é
necessária
Os elementos semióticos que permitem
evocar o conceito e operar com ele:
- linguagem verbal
- linguagem simbólica
Os invariantes operatórios
que podem ser mobilizados
no sentido de tornar o
conceito operacional
As definições, as regras, os
algoritmos, etc que são
explicitáveis em um conceito
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