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volts. O que se está questionando é exatamente essa falta de arti-
culação entre as formulações matemáticas, os conceitos, as grandezas físicas
e a realidade. A verdade é que, na concepção conceitual, o aluno é colocado
diante de situações vivenciais, concretas, sobre a Física, o que, sem dúvida,
representa um grande avanço em direção a uma prática pedagógica situa-
da e repleta de significados.
Toda a mudança de paradigma que se está sendo indicada atinge, também,
o conceito de excelência acadêmica. De uma opressão pelos desígnios das
fórmulas, passa-se a uma libertação pela análise dos conceitos. Mira-se um
nível diferente de compreensão dos fenômenos naturais, o que permite o
desenvolvimento das habilidades cognitivas que permitem discutir a Física
em uma perspectiva de mudança da realidade que maltrata aqueles que
nos são iguais.
O teólogo Leonardo Boff (1999), e toda a sua discussão a respeito dos arqué-
tipos do ser humano – águia e galinha –, apresenta a ideia de que o homem
carrega em seu ser duas dimensões de diferentes origens e que possuem
anseios distintos. Enquanto a dimensão galinha vive ciscando o chão, em
busca das migalhas que são jogadas, a dimensão águia busca o alto, quer
o Sol brilhando nos olhos, anseia pelo algo mais. Galinha e águia coexistem
em cada ser! É essencial que seja lembrado que aquilo que impele cada um
para o alto é o ser-águia. Cada professor, ao se permitir ser águia, possibili-
ta, com a sua prática pedagógica, que os seus alunos possam se descobrir
águias e se libertar das migalhas que são jogadas pelos que querem iludir.
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